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sábado, 22 de maio de 2010

Helm Castelo Cinzento - 8/12



Subterrâneos da Torre da Garra, 21 de Maio de 1380.
A cidade subterrânea estava infestada de mortos-vivos atropelando-se uns sobre os outros, como as moscas sobre uma carniça. Todos eles tinham apenas um objetivo. Eles queriam Helm Castelo Cinzento. O Meio-Elfo Draconiano. O Guardião da Dark Ovolun.
Sua alma era tudo que lhes importava.
Sob a ponte onde Helm havia acabado de assassinar seu próprio pai, os mortos-vivos vinham sobre ele como uma devastadora avalanche de ossos e placas de metal enferrujado. Suas mandíbulas cadavéricas balançavam debaixo dos elmos mal ajeitados sobre os crânios. Loucos. Desajeitados. Mortais.
Helm viu-se cercado por todos os lados. Dourado Implacável havia desaparecido de sua vista para nunca mais aparecer. Ele precisava alcançar o templo no final da ponte. Ele desejava atravessar o portal. Ele desejava mais do que tudo voltar para casa.
Os mortos-vivos sacaram suas espadas assim que o meio-elfo disparou ao encontro de terrível falange que eles formavam. Zakttz o líder a frente da falange, gritou com sua voz gutural a ordem de ataque total. Os mortos-vivos ensandeceram.
Poucos metros separavam a terrível falange e o meio-elfo que investiam um contra o outro. O cheiro de morte estava impregnado no lugar. Zakttz levantou sua espada para desferir o golpe mortal que iniciaria a batalha, mas a menos de dois metros de distancia para que os dois inimigos se chocassem o corpo de Helm explodiu em chamas negras.
Zakttz e sua falange de soldados foram espatifados por todos os lados pelo vulto sombrio que atravessava pelo meio deles como um aríete de fogo. Helm gargalhou para que todos ouvissem sob sua forma cadavérica assim que terminou sua investida vendo dezenas de soldados despencarem sob as profundezas do abismo ao redor da ponte.
― Quem vocês pensam que são para me desafiarem? ― gritou Helm materializando uma foice longa de energia negativa sob suas mãos ― Quem é que manda um bando de merda como vocês para me capturar? ― conjeturou ceifando crânios enquanto continuava sua investida.
Os mortos-vivos procuravam se afastar do vulto sombrio que ceifava tudo em seu caminho mesmo com Zakttz ordenando que mantivessem suas posições. Eles sabiam que o vulto sombrio era a personificação mais perfeita do deus que eles tanto adoravam. Eles sabiam que Helm era poderoso demais para eles. Zakttz temia que eles estivessem certos.
Helm estava furioso por ter de enfrentar inimigos tão desprezíveis como estes morto-vivos. Suas espadas enferrujadas datada de eras atrás nada faziam a seu corpo e como numa demonstração de poder e superioridade Helm parou no meio da ponte.
Virou-se. Encarou Zakttz a alguns metros atrás.
Deixou que a falange de soldados lhe atacasse revezadamente.
Inutilmente eles atacaram. E as espadas atravessavam seu corpo etéreo.
Helm gargalhava...
― Veja seu idiota! Veja o quanto seu exército é desprezível! ― berrou Helm ceifando dezenas de soldados com um golpe giratório enquanto sinalizava para que Zakttz, o líder dos mortos-vivos se aproximasse.
Os soldados já não atacavam a Helm. Eles estavam desmoralizados, sabiam que nada poderiam fazer e esperavam por seu líder. Esperavam que Zakttz o ultrajasse.
Helm e Zakttz caminhavam lentamente um na direção dou outro. Em algum lugar, em outra dimensão alguém assistia o encontro dos dois soldados da morte com prazer. Eram dois servos se enfrentando por uma liderança que nem eles sabiam que receberiam. Alguém estava demasiadamente interessado no campeão desta batalha.
Helm parou com a foice esticada na direção de Zakttz impedindo que ele continuasse a avançar. Seu corpo etéreo emanava uma aura de energia negativa como uma nuvem sombria a envolvê-lo. Literalmente Helm representava as trevas que existiam no lado mais profundo da alma dos mortais.
  Representava a Dark Ovolun.
― Eu vim buscar sua alma Helm Castelo Cinzento. Eu sou aquele que veio pra te levar para sua cova no inferno. ― declarou Zakttz com a maça estrela e o escudo empunhado mantendo a defesa necessária para reagir ao poder da foice.
― Eu tenho pena de vocês. Vão embora e digam para quem os enviou que se querem minha alma, que venham buscar pessoalmente.
Zakttz atacou com toda sua fúria. Helm bloqueou com sua foice mágica e ela se partiu em dezenas de pedaços incapaz de impedir que a maça estrela explodisse em seu peito. Helm sentiu sua força vital sendo sugada pelo inimigo que revelou uma velocidade sobrenatural ao atacá-lo.
Helm negava-se a acreditar que fora golpeado.
Seu corpo estava paralisado. Já lhe era possível ouvir as rodas da carruagem da morte aproximando-se. Sua mente estava deixando seu corpo. A Dark Ovolun lutava contra o poder da maça estrela do inimigo para mantê-lo vivo.
Mas, Helm caiu de joelhos com a maça fincada em seu peito sentindo seu corpo assumir a forma material novamente e o sangue escorrendo-lhe pelo corpo. Sabia que estava morrendo. Sabia que não haveria saída. Olhou para o templo. Sua única chance de voltar para casa. E então as trevas tomaram conta de seu ser.
E antes que a morte lhe abraçasse, pode ver uma luz dourada através das trevas.
Pode ver um dragão dourado irromper das profundezas do abismo ao redor.
Pode ver Dourado Implacável.
E Zakttz sendo partido ao meio...
*****
 
Quando Helm abriu os olhos e viu o portal flamejante a sua frente teve certeza que Dourado Implacável dera um jeito de levá-lo adiante. Não teve dúvida que o pacto estava selado como Dourado Implacável havia garantido: assim que o Grão Mestre estivesse morto, Helm voltaria para casa.
   Para sua Ariakness...

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