Total Supernovas no Multiverso

quinta-feira, 17 de março de 2011

Supernova - 8



Heian se levanta e segura sua cabeça com as duas mãos. Ele vai até a janela e tenta observar algo pelas ruas e não acredita no que vê. Pela janela da rua sem saída ele vê outra rua onde tanques de guerra passam normalmente enquanto civis atravessam as calçadas e vivem suas vidas sendo observadas.
─ O que era aquilo no qual eu estava conectado? ─ pergunta Heian revoltado.
─ O Multiverso Ovolun. Uma rede-social clandestina que nós os Demolidores Cruzados criamos para uso pessoal nosso e lá nós podemos nos encontrar e levar nosso plano adiante. ─ explica Zink acendendo outro cigarro na ponta do outro.
─ Que plano?
Zink de Holderheck se levanta e sorri.
─ De libertar de uma vez por todas as pessoas dessa cidade maldita.
─ Como?
─ Como você escreveu Heian. A cidade está viva e nós só precisamos nos tornar cidadãos equivalentes a células cancerígenas. E agora chegou sua vez Heian Hakinavis, assim como chegou a de seu pai e seus antepassados. Você é um antropomórfico não um ser humano.
Heian começou a se assustar.
─ Sobre o que você está falando Zink?
─ Sobre você se tornar quem você deveria ser desde o princípio um verdadeiro filho de Áquila, pois seu livro não foi uma criação sua. Você simplesmente foi um instrumento usado por Áquila para que a humanidade pudesse ouvir a voz do planeta.
─ Que porra é essa que você está falando Zink? E minha família? Meus pais? Minha infância, minha vida inteira? Tudo o que eu escrevi foi de minha autoria, eu imaginei e eu escrevi por conta de minha inspiração! ─ vociferou Heian com a face crispada de ódio.
─ Não Heian, você não tem família. Você não passa do avatar de Áquila, ou mero amigo imaginário onde através de você as coisas serão feitas, vocês dois são apenas um. ─ afirmou Zink com toda a autoridade que lhe foi garantida no princípio ─ Você é Outono, filho de Áquila e chegou a hora de nos vingarmos da humanidade de uma vez por todas.
Heian calou-se mais por respeito do que por medo, pois nunca vira seu amigo falar com tanta convicção em toda a vida. Havia razão nas coisas que ele dizia e havia uma verdade oculta na realidade do mundo. Se tudo o que seu amigo lhe dissera fosse verdade, então a parcela vazia de sua alma seria completada.
─ Está na hora de você falar com sua mãe, está na hora de você falar com Áquila...


CONTINUA...


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